Aranauam, Saravá, Motumbá, Axé,
Falar sobre diversidade no campo das religiões afro americanas é
gratificante pois, a partir do momento que encaramos com naturalidade esse
processo de diversidade, estamos caminhando para uma convivência pacífica entre
todos os setores intrarreligiosos.
Vivemos num mundo que carece de paz. É triste constatarmos a violência
entre setores interreligiosos causadora até de morte motivada por um
fundamentalismo sem sentido e alimentada pela sede de poder.
Se isso é inconcebível no plano interreligioso pior ainda constatar a
discórdia no setor intrarreligioso.
Durante todos esses anos participando de congressos e debates referentes
às religiões afro-brasileiras ouço como em uníssono que precisamos de união. Concordo
e tenho convicção que para conseguirmos essa tão desejada união temos que
começar respeitando o processo de diversidade.
A partir do momento em que reconhecermos que existem várias formas para
se cultuar o Sagrado, todas elas merecedoras de amplo e total respeito, iniciaremos
um processo de convivência pacífica que certamente nos remeterá a
paz mundial.
Se o mundo espiritual se manifesta no plano terreno das mais variadas
formas utilizando-se das mais variadas vestimentas, quem somos nós para
discordarmos desse processo?
Tanto a diversidade como também o processo sincrético são maneiras de
aproximar pessoas, respeitando-as em sua fé.
A FTU desde há muito vem se mostrando como um espaço aberto para todos
os segmentos interdisciplinares, inter e intrarreligiosos acolhendo com respeito
e amizade todos os irmãos das religiões afro-brasileiras, demonstrando que tem
interesse no diálogo edificante em prol da união sem qualquer tipo de
preconceito, discriminação ou elitismo.
E devemos ao Mestre Arapiagha que assim idealizou e nunca mediu esforços
para que isso se concretizasse como vem se concretizando
Axé Babá mi
Yamandhara - Discípulo de Mestre Arapiagha
